Seminário
Internacional Pré – COSALFA
Aspectos
Ecoprodutivos, Estrutura e Funcionalidade dos Serviços Veterinários no
Contexto das Metas do Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa.
Na cerimônia
inaugural participaram Hernán Chiriboga, vice ministro de Agricultura e
Pecuária do Equador, Abel Viteri, diretor do Serviço Equatoriano de Saúde
Animal e o Dr. Miguel Angel Genovese, diretor interino do Centro Pan-americano
de Febre Aftosa – PANAFTOSA-OPS/OMS.
Os
objetivos do Seminário foram:
-
Identificar
as modificações dos sistemas de produção pecuária e os
fatores de risco associados a ocorrência da Febre Aftosa na
América do Sul;
-
Estabelecer
as necessidades e alternativas para o fortalecimento dos sistemas
oficiais de atenção veterinária, e
-
Fortalecer
a sustentação técnica e estratégia operativa do Plano
Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa, período 2005-2009.
Participaram
representantes dos serviços veterinários, organizações de
produtores, veterinários da iniciativa privada dos países
sul-americanos, assim como da indústria farmacêutica veterinária,
dos laboratórios de diagnóstico, centros de educação superior,
institutos de investigação e agências de cooperação técnica e
financeira internacional.
O
programa se desenvolveu em cinco sessões de trabalho:
Sessão
I: Os sistemas de produção e ecossistemas epidemiológicos, base de
sustentação do Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa.
Para o
conhecimento da situação produtivo epidemiológica das diversas
zonas de um país, é necessário para o desenho das estratégias para
a consecução das metas do Plano Hemisférico. Os níveis de
vulnerabilidade e receptividade são as medidas para orientar as
ações de controle. Estes conceitos tem orientado as ações de
controle e do desenvolvimento das ações de controle e erradicação.
Sessão
II: Intervenção sanitária para a erradicação da Febre Aftosa:
estrutura e gestão de qualidade dos serviços veterinários.
Foi
apresentado um breve resumo histórico da Organização Mundial de
Saúde Animal – OIE, a visão atual sobre os serviços
veterinários, a cooperação internacional e as normativas do Código
Sanitário para os Animais Terrestres relacionadas com as funções
básicas dos serviços veterinários. Foram mencionados os mecanismos
de auto avaliação ou de avaliação dos serviços, a previsão da
formação de uma equipe de auditores e da disponibilidade de um
roteiro para a avaliação dos serviços veterinários.
Analisaram
os componentes essenciais dos programas de erradicação da febre
aftosa, a estrutura dos mesmos e a transcendência das funções
operativas das unidades locais. Finalmente foi apresentada a
metodologia e as experiências do processo de auditorias do Serviço
de Saúde Animal do Brasil. Ao final da sessão, foram relatadas as
experiências de auditorias dos serviços realizadas pelo
PANAFTOSA-OPS/OMS.
Sessão
III: Regionalização sanitária e reconhecimento de zonas ou países
livres de Febre Aftosa.
Analisaram
as disposições do Código Sanitário para os Animais Terrestres da
OIE em relação a regionalização da Febre Aftosa e relataram as
experiências da Argentina, país que teve vários processos de
reconhecimento e varias suspensões de status, causado pelo
reaparecimento da enfermidade. Também foram analisadas as eventuais
alternativas de modificação do Código para melhorar as
possibilidades de regionalização e reconhecimento de zonas livres.
Ressaltaram
a cooperação de PANAFTOSA-OPS/OMS para dar o fundamento
científico-técnico da documentação que é apresentada pelos
países para a OIE, para o reconhecimento de zonas ou países livres
de febre aftosa.
Apresentaram
as limitações das ferramentas atuais de diagnóstico, o número
elevado de resultados negativos e o escasso número de notificações
de suspeitas de febre aftosa e afirmaram que é necessário fortalecer
as ações de campo, garantir a qualidade das amostras, fortalecer o
diagnóstico das suspeitas e o uso de todas as provas recomendadas.
Reafirmaram
a necessidade de contar com estratégias que permitam utilizar
mecanismos aplicados nas fronteiras, para todos os países.
Revisaram
as estratégias adotadas pelos países na medida da diminuição dos
riscos de vulnerabilidade e receptividade, a consecução, a
proteção e a manutenção das zonas livres de febre aftosa com
vacinação.
Sessão
IV: Componentes operativos essenciais para obtenção e manutenção
de zonas ou países livres de Febre Aftosa com vacinação.
Analisaram
a solidez e as debilidades dos programas de vacinação antiaftosa e a
partir delas, a necessidade de monitorar a cobertura imunitária e a
identificação de animais vacinados.
Apresentaram
a metodologia e as experiências das investigações sobre cobertura
imunitaria que estão sendo efetuadas no Brasil e na Argentina.
Apresentaram
os diferentes componentes do sistema de informação e vigilância
epidemiológica que permitam a tomada de decisões em nível local ou
nacional, em situações de alerta.
Sessão
V: Aspectos críticos para a consecução das metas do Plano
Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa, em sua fase final.
Considerando
o exposto, os participantes resolveram apresentar para consideração
da XXXIII COSALFA, as seguintes recomendações:
Recomendação
1:
Que os
países atualizem as suas caracterizações eco-produtivas de modo a
reorientar a atenção veterinária para as zonas prioritárias.
Recomendação
2:
Que
os países fortaleçam o controle de trânsito, evitando que se
transformem em meros mecanismos de coleta de taxas.
Recomendação
3:
Que
se promova, no interior dos programas, uma cultura de auto avaliação
para a realização de auditorias de acordo com as normas da OIE,
aplicada as estruturas e gestão de qualidade dos serviços de
atenção veterinária.
Recomendação
4:
Que
os países façam esforços de harmonização nacional e adeqüem suas
legislações para poder atuar frente aos novos compromissos do PHEFA,
especialmente naqueles países considerados críticos pelo próprio
Plano.
Recomendação
5:
-
Garantir
a qualidade das amostras e fortalecer o diagnostico fazendo uso de
todas as provas recomendadas. Para as amostras negativas para a
Febre Aftosa e Estomatite Vesicular, seja aplicado o diagnóstico
diferencial baseado na detecção do agente e não somente nos
anticorpos.
-
Promover
o uso de perfis populacionais de níveis de anticorpos para a
vigilância ativa da Febre Aftosa.
Recomendação
6:
Que
os países desenvolvam processos de monitoramento de vacinação e de
avaliação da cobertura imunitária.