COMISSÃO TÉCNICA DE
Bovinocultura de Leite
RELATÓRIO
DA REUNIÃO DA COMISSÃO TÉCNICA DE BOVINOCULTURA DE LEITE
Data
– 09/10/02
Local – FAEP
PAUTA:
A
primeira parte da reunião foi realizada em conjunto com a Comissão
Técnica de Bovinocultura de Corte para, respondendo à
solicitação do Secretário da Agricultura – Deni Schartz,
deliberar sobre duas questões:
- A permanência ou
suspensão da cobrança da taxa de R$ 0,25/dose de vacina contra
aftosa adquirida.
- Atualização das
taxas a serem cobradas pela Defesa Sanitária Animal do Paraná.
Os
presidentes das Comissões Técnicas salientaram que a opinião dos
membros presentes será levada à apreciação da diretoria da FAEP
e após aprovação será considerada a posição oficial da
entidade.
- SOBRE A TAXA PARA
CONSTITUIÇÃO DO FUNDO DA AFTOSA:
O
parecer das Comissões é que, como na proposta de instituição da
taxa foi acordado que a cobrança vigoraria por 4 campanhas de
vacinação após o que seria suspensa e que a campanha que se
inicia em novembro de 2002 é a de nº 4, para manter a
credibilidade do sistema esta deverá ser a última cobrança.
O
cumprimento do acordo será um fator facilitador para, no caso de
uma emergência, o sistema propor a cobrança de nova taxa.
Foi
solicitado que haja esclarecimento aos produtores que, apesar da
cobrança da taxa vigorar apenas nesta campanha, a obrigatoriedade
da vacinação continua. Foi sugerido que no boleto de pagamento
seja incluído" última
parcela".
2-
SOBRE A ATUALIZAÇÃO DAS TAXAS A SEREM COBRADAS PELA DEFESA
SANITÁRIA ANIMAL DO PARANÁ
Os
membros das Comissões analisaram e concordaram com as
atualizações
Propostas.
O
entendimento das Comissões será submetido ao parecer da diretoria
da FAEP.
Encerrando
a primeira parte da reunião passou-se à discussão da pauta
específica da Comissão do Leite:
- 1 Apresentação
do trabalho da UFPR para constituição do Conseleite;
- 2 Constituição
do Conseleite e da Câmara Técnica do Conseleite;
- 3 Apresentação
do estatuto e regulamento do Conseleite;
- 4 Demais assuntos
de interesse.
1.
Apresentação do trabalho da UFPR para constituição do Conseleite
Prof.
José Roberto Canziani
Prof.
Vânia di Addario Guimarães
A
Comissão recebeu cópia do trabalho desenvolvido pelos professores,
cujos principais pontos serão abaixo enfocados:
Os
trabalhos para constituição do Conseleite estão sendo
desenvolvidos por solicitação da FAEP em conjunto com o Sindileite,
seguindo modelo do Consecana, já aplicado no estado com sucesso.
- O ponto chave do
trabalho é a remuneração da matéria prima (leite ao
produtor) de acordo com os preços dos produtos industrializados
praticados no mercado. Exemplificando, a idéia é determinar, a
partir do preço de venda de 1 kg de queijo, qual a porcentagem
que cabe à indústria e qual a porcentagem que cabe ao produtor
de leite. Sob essa ótica, produtores e indústrias ganhariam
mais em momentos favoráveis e ganhariam menos, em proporções
iguais, nos momentos difíceis.
Para isso é
preciso definir um padrão para a matéria prima, abaixo do qual
se considerariam deságios e acima do qual o produtor receberia
ágios.
A
proposta dos professores é que esse padrão seja os parâmetros
estabelecidos pelo Programa Paranaense de Qualidade do Leite, já
amplamente discutido e aprovado no CONESA.
- Além disso é
necessário levantamento dos custos de produção do leite na
propriedade, custos industriais de fabricação e
comercialização, rendimentos industriais, mix de
comercialização em produto final e em equivalente leite e
preços de comercialização de cada um dos 15 produtos
considerados importantes para compor o estudo.
Atualmente
8 empresas laticinistas concordaram em participar e abrir seus
custos e preços de comercialização. São elas: Confepar,
Sudcoop, Batávia, Líder, Leco-Vigor, Pic-Nic, Ubá, Latco.
Essas
empresas assumiram o compromisso de mensalmente repassar os dados
necessários aos professores.
- De posse dos
dados necessários e utilizando metodologia já analisada e
aprovada na Câmara Técnica– constituída por 4 técnicos
escolhidos pelo setor produtivo e 4 representantes do setor
industrial, os professores calcularão e divulgarão mensalmente
os preços médios de comercialização dos derivados do leite e
os valores de referência para a remuneração da matéria
prima.
- A proposta para
divulgação dos preços referência da matéria prima, a ser
analisada pela Câmara Técnica e apresentada para aprovação
no Conseleite é a seguinte:
- No dia 15 de cada
mês será lançado o preço de referência projetado, baseado
nos preços de comercialização dos 15 produtos no 1º
decêndio.
- Ao fechar o mês
será divulgado o preço
de referência final
- De posse desses
dados, indústrias e produtores negociariam o preço da matéria
prima, com as seguintes possibilidades:
A- Com o mix de
comercialização da unidade industrial
Preço
a receber = Preço ref. Projetado - Preço ref. final
Sem acerto -
Produtores combinam com as indústrias a intenção de receber
baseado no preço ref.projetado ou no preço ref. final
B- Com o mix de
comercialização do estado
- É importante
salientar que o Conseleite não tem o poder de obrigar que
empresas e produtores adotem os preços referência, mas,
conforme ocorreu com os preços praticados pelas empresas que
aderiram ao Consecana, espera-se que os dados do Conseleite
sirvam para que haja uma convergência dos preços pagos pelo
leite aos valores divulgados, minimizando as distorções.
2.
Constituição do Conseleite e da Câmara Técnica do Conseleite
Por consenso, os
seuintes menbros foram eleitos para constituirem a Câmara
Técnica e o Conseleite:
2.1- Membros Câmara
Técnica
|
TITULAR |
SUPLENTE |
|
Edilson
José Vieira:
cancela@cancela.com.br
42-254-1147
|
Sérgio
Lucena
S.R. Cidade Gaucha
|
|
José
Manoel C.Mendonça: bejmmendonca@aol.com
45-222-6734
|
Romeu
Hepp
S. R. Marechal Cândido Rondon
|
|
Arnaldo
Bandeira
castrolanda@castrolanda.com.br
42-234-1233
|
Ronald
Rabbers
castrolanda@castrolanda.com.br
|
|
Nelci
Mainardes
nelcimainardes@inetone.com.br
|
Wilson
Mouro
S. R. Londrina
|
2.2-Membros
do CONSELEITE
|
TITULAR |
SUPLENTE |
|
1-José
Manoel C.Mendonça
Cascavel - 45-222-6734
bejmmendonca@aol.com
|
Paulo
Orso
Cascavel
|
|
2-
Jan Ubel Van Der Vinne
Carambeí
|
JacobVoorluys
Castro
|
|
3-
Aryzone Mendes de Araujo – Francisco Beltrão
46-523-3688
Aryzone@wln.com.br |
Elso
Rodrigues da Fonseca
Coronel Vivida
sindivivida@wln.com.br
|
|
4
- Ari Schwans
Guarapuava 42-623-4012
coamig@ig.com.br
|
Devanir
Poyer
Araruna - 44-562-1283
sindiara@ncf.com.br
|
|
5-Romeu
Hepp – Marechal Cândido Rondon
45-254-1164
sindi@rondonet.com.br
|
Gerson
Araldi - Palotina
sdruralpm@vn.com.br
|
|
6-Álvaro
Luiz Correia – Paranavaí 44-423-4848
|
Antonio
Martins Francisco
Cidade Gaúcha - 44-675-1245
srgaucha@gauchanet.com.br
|
|
7-
Louiz Baudraz – Rolândia
43-256-2521
baudraz@onda.com.br
|
Nivaldo
de Paula Faria
Centenário do Sul - 43-675-1140
sindcsul@visaonet.com.br
|
|
8-Ronald
Rabbers
Pres.ConselhoTécnico da APCBRH
Castrolanda@castrolanda.com.br42-234-1233
|
Moyses
Piletti - Medianeira
|
|
9
Nelci Mainardes
–
Pres.Assoc.Paran. Criadores de Gado Jérsey
Curitiba- 41-262-3421 nelcimainardes@inetone.com.br
|
Lourdes
Salete R. de Carvalho
Umuarama
|
|
10-
Herbert Wickbold Filho
Pres. Assoc. Paranaense Gado Pardo Suiço
Fone 41-285-1541 Fax 41- 373-3915
|
Roelof
H.Rabbers
- Castro
|
No
Conseleite Ronei, Volpi assumirá o papel de coordenador de bancada.
- Apresentação do
estatuto e regulamento do Conseleite
Os referidos
documentos foram entregues aos membros da Comissão Técnica para
serem analisados e foi solicitado que enviem parecer favorável ou
propostas de alteração até o próximo dia 20 à FAEP.
O estatuto e o
regulamento serão também submetidos à apreciação da diretoria
da FAEP.
- Demais assuntos
de interesse
4.1-
Criação da Aliança Láctea Global
O
presidente da Comissão Técnica relatou os acontecimentos da
reunião a que participou em 5 de outubro em Buenos Aires
(Argentina), que resultou na criação da Aliança Láctea Global.
Estiveram
presentes à reunião representantes do Brasil, (o presidente da
Comissão Nacional de Bovinocultura de Leite da CNA, Ronei Volpi e
representantes da Confederação Brasileira das Cooperativas de
Laticínios),da Argentina, Uruguai, Chile, Austrália e Nova
Zelândia que decidiram formar um bloco de ação para trabalhar em
conjunto na busca do fim dos subsídios concedidos à produção e
exportação de produtos lácteos procedentes de países ricos,
além de procurar melhorar o acesso a mercados e obter um tratamento
diferenciado para a produção de lácteos dos países em
desenvolvimento.
Os 6
países membros da Aliança têm uma participação equivalente a
55% do comércio internacional de produtos lácteos, e a estratégia
de atuação será junto à OMC.
O
fato de o Brasil ter sido convidado a participar da Aliança, mesmo
sem ser exportador tradicional de lácteos, reflete o reconhecimento
do seu potencial de crescimento de produção, avalia o presidente
da Comissão Técnica de Leite da FAEP, Ronei Volpi.
De
acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE), em 2001 os gastos totais de apoio em subsídios
ao setor leiteiro dos Estados Unidos, Canadá e União Européia
atingiram US$ 39 bilhões, que representam 150% (ou uma vez e meia)
do valor do comércio internacional de lácteos.
O
próximo encontro formal da Aliança foi agendado para 7 de
dezembro, em Foz do Iguaçu
4.2-
Sobre o setor leiteiro no Cone Sul
Informações
da última reunião da Federação Panamericana de Leite – Fepale,
dão conta que a conjuntura do setor leiteiro do Chile, Uruguai,
Brasil e Paraguai pode ser considerada semelhante.
Em
situação mais difícil se encontra a Argentina, onde verifica-se
quedas drásticas de produção nas principais regiões produtoras.
Na
província de Buenos Aires, considerando-se o período junho 2001 a
junho 2002 ocorreu redução de cerca de 18%:
Junho
2001 – 5.600.000 litros
Junho
2002 – 4.300.000 litros
Os
criadores argentinos estão abatendo matrizes e arrendando áreas
para o plantio de soja.
Embora
o Brasil continue sendo o destino de 70% de suas exportações de
lácteos, a continuar nesse ritmo não demorará para a Argentina
deixar de ser exportadora.
No
Brasil não há pressão baixista, o mercado continua francamente
comprador, verifica-se crescimento dos valores pagos ao produtor ou
pelo menos manutenção dos preços pagos em agosto/setembro.
A
situação do Paraná acompanha o cenário nacional.
Alguns
preços informados para o mês de setembro:
Umuarama
- Parmalat – R$ 0,45/litro só para grandes produtores (2.000 l
/dia)
Paranavaí
– R$ 0,43/l
Arapoti
– R$ 0,44/l
Marechal
Cândido Rondon – R$ 0,42 a R$ 0,44/litro
Saliente-se
que esses dados não representam a média do estado. Produtores que
comercializam baixos volumes estão recebendo de R$ 0,29 a R$
0,32/litro.
4.3
– Calendário
Os
membros da Comissão Técnica decidiram encerrar com essa reunião o
calendário de 2002, concentrando esforços para a implantação do
Conseleite.
No
dia 29 de novembro será realizada a 1ª reunião do Conseleite
A
Câmara Técnica será convocada a se reunir conforme a necessidade.
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