COMISSÃO TÉCNICA DE
Grãos / Financiamento da
Produção e PROAGRO

RELATÓRIO DA REUNIÃO da Comissão Técnica de Grãos/
Financiamento da Produção
e PROAGRO

Data: 21 de setembro de 2004
Local: FAEP – Curitiba

PARTICIPANTES:

José Carlos Laurani – Campo Mourão
Anton Gora – Guarapuava
João Conrado Schmidt – Ipiranga
Eloi Darci Podkowa– Marechal Cândido Rondon
Marco Arthur S. Rocha – Marialva
Antônio Alvino Landgraf – Maringá
Silvio Veronese – Matelândia
Luiz Capraro Neto – Palmeira
Genésio Andrade Camolesi – Santa Mariana
Antônio Roberto Fabris – Santa Mariana
Jean Paulo Pazinato – Sertanópolis
Hilda Margriet Rabbers de Geus – Tibagi
Ivo Carlos Arnt Filho – Tibagi
Sérgio Roberto Mantovani – Banco do Brasil
Carlos Augusto Albuquerque – FAEP
Vicente B. Miranda – FAEP
Cláudio Klemz – FAEP
Jefrey Kleine Albers – FAEP
Jorge Proença – FAEP
Pedro Augusto Martins Loyola – FAEP

A reunião foi aberta pelo Sr. Vicente B. Miranda, Secretário Geral da FAEP, que em nome do Sr. Ágide Meneguette, Presidente da FAEP, agradeceu a presença de todos e comunicou a nomeação do novo Presidente da Comissão de Grãos/Financiamentos da Produção e PROAGRO, Sr. Ivo Carlos Arnt Filho, representante de Tibagi, a quem foi passada a palavra.

O Sr. Ivo Carlos Arnt Filho, agradeceu a indicação e manifestou seu contentamento e a honra pela oportunidade. Na seqüência, passou a palavra ao Sr. Sérgio Mantovani, Gerente de Mercado do Agronegócio do Banco do Brasil, convidado para explanar sobre programas de financiamento.

O Sr. Sérgio Mantovani apresentou um panorama geral da importância do agronegócio paranaense no mercado nacional, baseado em dados de produtividade, área plantada e financiamentos liberados pelo Banco nos últimos dez anos, destacando-se:

  • A carteira de agronegócios do Banco do Brasil, representa 36,5% do volume total da carteira de Ativos do Banco;
  • 42% da carteira de agronegócios são destinados a linhas de custeio, 41% para Investimentos e o restante é distribuído entre CPR Avalizada e Comercialização;
  • A distribuição regional da carteira de crédito rural, posiciona a região Sul como líder, detendo 37% dos créditos liberados, contra 31% da região Centro-Oeste, 23% Sudeste e 9% entre Norte e Nordeste;
  • Estima-se para a safra 2004/05 um montante de 25,5 bilhões de reais para crédito rural, representando um incremento de 18,94% sobre a safra 2003/04.
  • A regra de distribuição para esta safra será liberar os mesmos valores contratados na safra do ano anterior, o que possibilitará o ingresso de novos produtores nos programas de crédito, passando de 125.000 famílias para 200.000 nesta safra;
  • A distribuição dos contratos por valor liberado, demonstra uma forte participação do Banco junto ao pequeno produtor, sendo que os recursos liberados até R$5.000,00 representam 66,24% do montante de contratos na safra 2002/03 e ainda 25,22% nos contratos entre R$ 5.000,00 e R$ 30.000,00;
  • A inadimplência dos contratos de crédito rural reduziu expressivamente nos últimos 10 anos, atingindo atualmente sua menor marca, abaixo de 0,5%;
  • Com relação às indenizações de seguros agrícolas, o Paraná representa aproximadamente 75% do total, o que indica o alto grau de conscientização dos produtores paranaenses com relação à necessidade de protegerem suas plantações;
  • Existem ainda R$ 37 milhões em indenizações pendentes que aguardam liberação de um aporte de R$ 40 milhões pelo Congresso Nacional para sua liquidação.

Em resposta ao questionamento do presidente da Comissão, o representante do Banco do Brasil, esclareceu que a situação do produtor que ainda não recebeu a indenização do seguro não fica prejudicada perante o Banco, pois o mesmo não figura como inadimplente, sendo que as operação vencidas do mesmo têm sido prorrogadas para pagamento juntamente com a última das cinco parcelas dos financiamentos, na expectativa de que até esta data ocorram as liberações dos recursos das indenizações possibilitando as liquidações dos financiamentos. O Banco tem orientado seus gerentes, que na eventualidade disto não acontecer, que haja uma nova prorrogação deste financiamentos.

Para agilizar o processo de liberação destes R$ 40 milhões, o Sr. Sérgio Mantovani, representante do Banco do Brasil, ressaltou que a FAEP poderá interceder junto ao Congresso Nacional.

Ainda indagado pelos participantes, o Sr. Sérgio esclareceu que as demais linhas de crédito para investimentos (MODERINFRA, MODERFROTA, FINAME) estão fluindo normalmente, após um redirecionamento de linhas que possuíam recursos e que não estavam sendo utilizados.

A última participação do Sr. Sérgio Mantovani deu-se com relação aos prazos de parcelamento dos financiamentos para custeio da soja alterados de 5 parcelas para um pagamento único em 90 dias após a colheita, sendo esta situação passível de alterações ou de composição de financiamentos com outras linhas a taxas livres como a CPR.

O presidente da Comissão agradeceu a presença e os esclarecimentos prestados pelo Sr. Sérgio Mantovani e em seguida solicitou que cada um dos participantes fizesse um breve relato da situação atual de suas regiões. Pontos comuns foram citados no tocante a condições climáticas (estiagem e geada) a que todos estiveram sujeitos, levando a quebras de safra da ordem de 15 a 30% dependendo da região. Com relação aos recursos do crédito rural, observa-se que as liberações fluem normalmente. Além das perdas, foram comentadas as situações das safras de trigo e cevada e o início do plantio do milho.

Na seqüência o Sr. Ivo Arnt relatou sobre a viagem técnica da Comissão de Grãos da CNA ao meio-oeste dos Estados Unidos realizada entre os dias 21/08 e 02/09 últimos. A apresentação destacou as visitas à Bolsa de Chicago, aos Farm Bureau de Minissota, Nebraska, , Iowa e Indiana, às lavouras de Calvin Rozenboom e Don Lawson, visita à senadora Carol Hudkins, ao escritório do USDA e ao Dia de Campo da Pionner. Foram citados os sistemas de plantio de soja e milho, produtividade, transgênicos e a Monsanto. Na visita à Bolsa de Chicago, o comentário marcante foi que os americanos ganharam muito dinheiro com a situação apresentada durante a crise no Porto de Paranaguá, sendo esta informação confirmada pela senadora Carol Hudkins. Outro item observado na Bolsa de Chicago é que o volume de operações através de "papéis" é expressivo, o que possibilita um montante de negociações de até cinco vezes o total da produção efetivamente realizada no país. Sobre a participação dos Farm Bureau na agricultura local salientou-se que as mesmas atuam de forma similar às Federações no Brasil, no que se refere a apoio, ensino e representação dos interesses dos produtores rurais, ressaltando que os recursos para sua manutenção são oriundos da atividade como agências de seguros naquele país. Seguros estes tanto da área rural quanto dos demais ramos (vida, automóvel, etc.). Destacou-se que a silagem das produções ocorre predominantemente nas próprias áreas produtivas. Na visita à Senadora Carol Hudkins, esta questionou a veracidade dos dados da safra brasileira informados pela embaixada brasileira, os quais a mesma acredita estarem superestimados, o que prejudica a imagem do Brasil naquele mercado. Em outro momento, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer a sistemática utilizada pela USDA na coleta e rastreamento dos dados das safras norte americanas, que resulta em maior precisão e confiabilidade.

Finalizando o Sr. Jean Paulo Pazinato, representante do Sindicado de Sertanópolis, indagou sobre os transgênicos e o pagamento de royalties à Monsanto. O Sr. Ivo Arnt, Presidente da Comissão, esclareceu que a empresa Monsanto está divulgando nos Estados Unidos a informação de que no Brasil os produtores estão pagando royalties superiores aos americanos.

Nada mais havendo a ser discutido, O Sr. Ivo Arnt, Presidente da Comissão, reiterou agradecimento pela presença de todos e deu por encerrada a reunião.

Jefrey Kleine Albers
FAEP – DTE

Pedro Augusto Martins Loyola
FAEP - DTE

 
 

FAEP - Federação da Agricultura do Estado do Paraná
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