COMISSÃO TÉCNICA DE
Hortifruticultura
REF.: REUNIÃO DA
COMISSÃO TÉCNICA DE HORTIFRUTICULTURA
- INTRODUÇÃO
Realizou-se em 18
de julho de 2005 na FAEP a reunião da Comissão Técnica de
Hortifruticultura, com a presença dos seguintes Membros: Paulo
Ricardo da Nova e Maurício Valenga (São José dos Pinhais);
Antônio Rodante (Maringá), José Batista Campos (Campo Mourão);
Fernando Kazuo Suetake (Cascavel); José Rodrinaldo Strapasson
(Colombo); Marco Arthur Saldanha Rocha (Marialva); Sérgio Antônio
Sozim (Ponta Grossa), Paulo Cosmo (Campo Largo), Robson Horst
Sturzenegger (Marilândia do Sul), Edir Osmar Buske (Lapa), Homero
Nanni Rinaldi Netto (Jaguariaíva) e representante das seguintes
entidades: EMATER, SEAB, MAPA, Secretaria Municipal de Abastecimento
(SMAB).
2.0 ABERTURA
O Presidente da
Comissão Marco Antônio Machado agradeceu a presença dos membros e
convidados e reforçou a importância da participação de todos e
ressaltou a necessidade da divulgação dos assuntos apresentados na
Comissão Técnica de Hortifruticultura nos seus respectivos
municípios. Solicitou colaboração para encaminhamento de
sugestões de temas de interesse para elaboração da pauta das
próximas reuniões.
3.0
ASSUNTOS TRATADOS
3.1 Relato da
Viagem da Europa
Livaldo Gemin –
Diretor Secretário FAEP
Foram visitadas
regiões da Espanha, França, Alemanha e Itália.
A viagem teve como
objetivo conhecer as entidades patronais, cooperativas, propriedades
de pequenas frutas, mercados distribuidores e transformação de
produtos nos países mencionados.
A agricultura
européia não sobrevive sem subsídios e não detém
competitividade se exposta livremente ao mercado.
Os subsídios
estão contribuindo para a perda de competitividade agrícola do
produtor europeu, que já manifesta a preocupação do setor
produtivo com relação ao Brasil.
Espanha
- Associação Agrícola de Jovens
Agricultores (ASAJA)
Criada em julho de
1989, com objetivo de defender as propriedades agropecuárias e seu
desenvolvimento como atividade econômica viável, buscando a
melhoria das condições de acesso dos jovens no exercício da
atividade, sua capacitação e formação profissional.
- Serviço Territorial da
Agricultura e Ganaderia
Gestiona os temas
da agropecuária, fornece infra-estrutura, irrigação, cursos de
administração e orienta os produtores quanto a Política Agrícola
Comum (PAC).
Possuem área de
200 há com uma produção de 800 mil litros vinho/ano, utilizando a
estrutura também para turismo rural.
França
- Grupo de Defesa Sanitária (GDS)
Criado na França a
mais de 50 anos com o objetivo de ajudar as autoridades sanitárias
a combater as diversas doenças que prejudicavam a produção animal
(tuberculose, brucelose e febre aftosa).
- Mercado de Rangis (Paris)
Maior mercado
distribuidor de produtos frescos do mundo com faturamento em 2004 de
7,2 bilhões de euros possuem 12162 empregados, sendo mais de 7000
empregados do setor atacadista.
Oferece qualidade,
diversidade de produtos, higiene com foco na segurança alimentar.
O setor de frutas
comercializa frutas do mundo inteiro obedecendo as normas existentes
quanto à rastreabilidade dos produtos, As frutas atendem aos
padrões de qualidade exigidos pelo consumidor europeu.
Mamão, limão e
manga são frutas brasileiras que estão presentes no Mercado.
- Federação Nacional da
Agricultura da França (FNSEA)
Atua desde 1946
abrange todas as regiões produtivas do país, atualmente com 320 ml
contribuintes correspondendo, a 70% dos agricultores franceses é
considerado o maior sindicato agrícola francês.
Itália
Fundado há dois
anos é o terceiro maior mercado da Itália, é um centro
agroalimentar com localização priveligiada que facilita o
escoamento dos produtos da região (frutas, hortaliças, plantas,
peixes e carnes).
Pretende tornar-se
um ponto de referência do sistema agroalimentar italiano que além
da comercialização de produtos, seja também sede de serviços
qualificados, de pesquisa e de desenvolvimento, um centro de
síntese de aprimoramento permanente entre os diferentes atores da
cadeia agroalimentar.
Está empenhado em
defender os produtos "Made in Verona" e depois os produtos
agroalimentares "Made in Italy".
- Pequenos produtores de Frutas
Silvestres
Propriedade
familiar onde trabalham marido, mulher e filho e, quando
necessário, contratam 4 empregados.
Destinada a
produção de pequenas frutas (morango, amora e framboesa) possuem 3
ha de área plantada em elevação. Utilizam embalagens de extratos
(terra e adubo) provenientes da Holanda.
Plantam amora
brasileira em razão do tamanho e sabor que são características
mais procuradas no mercado.
Entregam a
produção para Cooperativa de Trentino (Sant’Orsola) que realiza
a comercialização e contam com mil agricultores cooperados.
Alemanha
Possuem duas
atividades que chamam a atenção pela forma que congregam
interesses ambientais e econômicos de maneira complementar e não
competitivo: Turismo Rural e Exploração Sustentada de Madeira.
3.2 Relato da
Viagem do Chile
Engª Agrª.
Elisangeles Baptista de
Souza – Departamento Técnico Econômico - FAEP
O Chile tem uma
área de 756.626 km2, cerca de 31% menor quando comparada
à Região Sul do Brasil (576.301 km2).
Das 329.705
propriedades agrícolas, em torno de 85 % (278.930) são ocupadas
por agricultura de subsistência e pequenos produtores.
A área média das
propriedades chilenas é de 15,5 ha, significando aproximadamente a
metade da média das propriedades paranaenses (32,4 ha).
O PIB chileno,
último dado disponível ano 2002 é US$ 65 bilhões. Estabelecendo
uma comparação é 32% menor do que o PIB da Região Sul do Brasil
(US$ 97 bilhões) em igual período.Tal ocorre porquanto o forte da
economia chilena está alicerçada no setor agroindustrial que
representa 41% das exportações (fruta fresca; peixes frescos,
resfriados e congelados; celulose e papel; produtos florestais e
móveis; sucos e conservas de frutas; conservas de peixes).
O grande
diferencial está na forma como o país conquistou espaço nos
mercados internacionais com seus produtos. A base foi constituída a
partir da introdução e do atendimento às normas de qualidade e
sanidade dos países compradores.
O Chile estruturou
e solidificou sua agroindústria para o mercado externo, porquanto o
mercado interno não detém condições de absorver o total da
produção.
Em razão ao
exposto a exportação constitui uma fonte de geração de divisas,
através da comercialização de seus diferentes produtos, além de
gerar empregos e manter superávit na balança comercial.
Agência do Governo
do Chile, subortinada ao Ministério de Relações internacionais,
PRÓ-CHILE foi criada com o objetivo de fomentar as exportações
chilenas.
Tem como função
apoiar o processo de internacionalização das empresas chilenas.
Juntamente com a promoção das exportações, apoia as empresas à
exportar capacidade e gestão empresarial, serviços e consultorias.
As três principais
linhas de trabalho de PRÓ-CHILE respondem às necessidades
específicas dos empresários e as novas condições de mercado
mundial.
A primeira linha
procura originar condições adequadas para a incorporação de
empresas ao processo exportador.
A segunda, busca os
mecanismos adequados que ajudem a consolidar a base exportadora,
fortalecendo a presença empresarial nos diferentes mercados
mundiais, desenvolvendo canais de comercialização adequados e
melhorando a oferta de produtos mediante inovações tecnológicas.
A terceira linha
tenta gerar novos negócios e dar apoio para detectar oportunidades
no processo de promoção de investimentos e na concretização de
alianças estratégicas.
Neste processo, o
PRÓ-CHILE, contempla variadas modernizações:
- Mudança e adaptação dos
programas de exportações focalizados numa dinâmica
"mercado-produto" e um forte apoio às pequenas e
médias empresas;
- Modernização do Serviço de
Informação Comercial;
- Incorporação em Rede de
Embaixadas, Consulados e Escritórios Comerciais no exterior;
- Adequação dos instrumentos de
promoção de PROCHILE e desenvolvimento de novas ferramentas no
marco da OMC; e
- Capacitação e treinamento do
pessoal para adequarem-se as novas modalidades e enfoques.
A Fundação Chile
é uma instituição privada, sem fins lucrativos, criada em 1976
pelo Governo do Chile e ITT Corporação dos Estados Unidos..
A Fundação Chile
executa, principalmente, projetos de transferência de tecnologias,
articulações entre instituições e agregação de valor nos
setores produtivos baseados em recursos naturais.
Atualmente promove
o desenvolvimento de empresas e grupos principalmente nos setores de
Agroindústria, Recursos Marinhos, Turismo e investe em P&D para
os setores produtivos e serviços.
A fundação
utiliza quatro principais modalidades de trabalho para a
transferência e difusão de tecnologias:
- Participa na criação de
empresas inovadoras, quase sempre em parceria com entidades
privadas.
- Desenvolve, adapta e vende de
tecnologias a clientes dos setores públicos e privados.
- Promove as inovações das
instituições e incorpora novos mecanismos de transferências.
- Capta e difunde tecnologias a
múltiplos usuários, através de seminários, revistas
especializadas, assessoria a projetos, etc.
Um dos trabalhos de
destaque da Fundação, os 19 Centros de Gestão, distribuídos em 8
regiões; têm como objetivo contribuir para o melhoramento da
gestão agropecuária nacional, desenvolvendo e transferindo
tecnologias de amplo uso através de produtos e serviços e gerar
bases de informações relevantes para a gestão dos negócios
agrícolas dos usuários dos centros de gestão.
Cada centro possui
uma equipe, com número de técnicos que pode variar de acordo com
as atividades da região. É composta por agrônomo, contador,
administrador e técnico agrícola, os quais desenvolvem os
seguintes trabalhos nas propriedades: controle de gestão,
informação de mercado, assessoria comercial e organizacional,
capacitação, divulgação.
Empresa fundada em
1989 com o objetivo de exportar vegetais e frutas congeladas, a
Alifrut conta com três fábricas no Chile, localizadas em Santiago,
Chillan e San Fernando, caracterizando-se pela maior capacidade de
produção de vegetais congelados da América Latina. Atualmente
produz cerca de 20 mil toneladas por ano, exportando 40 % desse
total (8.000 t/ano).
O abastecimento da
fábrica é realizada por pequenos produtores, com exceção da
produção de milho que é uma integração com 5 produtores onde a
empresa fornece os insumos e assistência técnica.
O controle de
qualidade é realizado em cada um dos produtos, desde a sua origem
até o momento que se realiza a venda. Possui Sistema de Análise de
Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e ISO 9000 e procuram
atender através destas ferramentas a demanda de qualidade dos mais
exigentes mercados como por exemplo Europa e Japão.
A produção no
mercado interno é destinada para restaurantes, lanchonetes,
hotéis.
Possuem 2 marcas
(Minuto Verde e La Cabaña) e atendem as necessidades dos clientes
elaborando marcas próprias para redes de supermercados do Chile e
de outros países.
Cooperativa formada
por 68 produtores de uva com aproximadamente 1000 ha de área de
produção na região de Curicó (Vale Central).
Na fabricação de
vinho são utilizadas uvas da própria produção supervisionadas,
por uma equipe técnica qualificada, em todo o processo para
garantir principalmente o ponto de maduração ideal, cuidados na
colheita e transporte para garantir a qualidade final do produto.
A indústria tem
capacidade de processamento de 12 mil kg de uva por ano.
Possuem sistema
APPCC, ISO 9000, ISO 14000 e também recebem visitas de auditores
internacionais enviados pelos clientes, todo este trabalho tem como
objetivo assegurar qualidade e a segurança aos consumidores.
Atualmente 73% do
rendimento da cooperativa provém de negócios com exportações
para os seguintes destinos: Reino Unido, China, Bélgica, Alemanha,
Irlanda, Japão, Holanda, Israel, Estados Unidos, Suécia,
Venezuela, Costa Rica, Espanha, Itália e França.
Vitocentre
O setor de flores
apresenta grande potencial de desenvolvimento no Chile, haja vista
condições edafoclimáticas para produção dos bulbos.
A Fundação Chile,
através de convênio estabelecido com a empresa Holandesa Vitro
Centre que é líder mundial em tecnologia genética para Flores,
foi criada a Vitrocentre Chile, em março de 2004, empresa
especializada na produção e comercialização de bulbos de flores,
através de micropropagação, procedimento que desenvolve flores de
alto valor, qualidade e livre de enfermidades.
A empresa tem
capacidade produtiva de aproximadamente 10 milhões de bulbos/ano,
desenvolvidos com material genético protegido e de origem
estrangeira.
Exportam para ambos
os hemisférios, especialmente a Holanda, também destinam a
produção para produtores locais.
3.4
Comercialização experiência do produtor
Marco Antônio
Machado – Grupo Tomita Itimura
O Grupo Tomita
Itimura iniciou na atividade de fruticultura em 1989, atualmente tem
uma área de 750 ha de frutas (pêssego, nectarina, abacaxi, uva,
banana, mexerica) e 2000 há de cereais (soja, milho, trigo, café).
Possuem 2 unidades de recebimento localizadas nos municípios de
Uraí e Sertaneja onde além de recebimento da produção própria
também recebem frutas e hortaliças de produtores de outras
regiões.
O grupo realiza
planejamento desde a produção até a comercialização, efetuando
acompanhamento a campo através de assistência técnica
especializada, este trabalho também é estendido para os produtores
que fornecem produtos para o grupo, levando até eles o que há de
mais moderno e eficiente em insumos, justificando o investimento
pela produtividade e qualidade da produção.
Realizam a
classificação e embalamento do produto conforme as exigências dos
clientes em "Packing House" com mão-de-obra que recebe
treinamento constante.
A questão
qualidade é fundamental para a manutenção do mercado, sendo
realizado acompanhamento constante dos clientes, levantando
sugestões para melhoria do produto.
A divulgação da
empresa é realizada em feiras e eventos do setor hortícola,
através de visitas aos clientes e também nas embalagens dos
produtos que são identificadas com a marca "Tomita
Itimura".
3.5 "Paraná
Promovendo o Agronegócio Paranaense"
Eng.º Agr.º Luis
Dâmaso Gusi – Diretor Técnico SMAB
A Secretaria
Municipal do Abastecimento (SMAB) é o órgão da Prefeitura
Municipal de Curitiba responsável pela execução da Política de
Abastecimento Alimentar do Município. Seus programas são dirigidos
a toda população, em todas as faixas de renda, atuando em Curitiba
e em parte da Região Metropolitana.
A SMAB possibilita
o acesso a gêneros alimentícios para a população, cria e opera
Programas e equipamentos de abastecimento que beneficiam e facilitam
a comercialização de alimentos.
Promove a
integração entre produtor e consumidor estimulando o agronegócio,
fomenta atividades de agricultura urbana, administra o Mercado
Municipal, Varejões e Feiras, desenvolve atividades de orientação
à defesa do consumidor e promove educação alimentar.
Essas ações
estão agrupadas em três grandes linhas de atuação: Rede Social
de Abastecimento, Rede Comercial de Abastecimento e Educação
Alimentar.
A rede comercial de
abastecimento que contempla as Feiras Livres, Feiras Orgânicas
Feiras Noturnas, Mercado Municipal, Sacolão Curitibano, Direto do
Produtor, Varejões entre outras. São oportunidades para o produtor
Paranaense comercializar os seus produtos.
Em parceria a SMAB
e Sistema FAEP com apoio da EMATER estão trabalhando o
"Curitiba Promovendo o Agronegócio Paranaense", que tem
como objetivo apresentar aos consumidores as marcas, diversidade e
qualidade dos produtos do agronegócio paranaense, além de promover
no cenário urbano o mundo rural, porquanto Curitiba corresponde
atualmente por 37% do mercado consumidor do estado.
Paralelamente ao
trabalho acima apresentado está sendo formatado um treinamento para
a qualificação dos produtores sob-título "Como Vender Mais e
Melhor no Agronegócio" contribuindo para a melhoria da
comercialização dos produtos. Esse treinamento será
disponibilizado através do SENAR.
3.6 Colocando o
produto no Mercado
Alexander Baer –
Administrador de Empresas
Na maior parte dos
casos, o produtor possui um produto de qualidade mas, faltam alguns
pontos para que ele tenha boa comercialização, como por exemplo a
divulgação, a apresentação ao mercado.
O conhecimento e a
utilização do "Composto do Marketing 4 Ps" pode
facilitar e contribuir para colocar um novo produto ou manter as
vendas no mercado, os pontos são: Produto/Serviço que tem
para oferecer, saber um Preço referência deste produto, a Praça
ou local de distribuição e a Promoção ou como é
realizada a divulgação do produto no mercado e fundamental para
ter sucesso na comercialização.
Conhecer os pontos
fortes do produto (qualidade, sabor, preço competitivo,outros.)
para ressaltá-los na negociação e também seus pontos fracos
(perecibilidade) objetivando a eliminação ou controle. Conhecer
quais as oportunidades do mercado para o produto (localização de
comércio de grandes centros consumidores) e as ameaças
(concorrência, sazonalidade da produção) formam fundamentais para
o planejamento na venda do produto.
Amplo conhecimento
do ciclo de vida do produto:
Introdução.
Período de crescimento lento das vendas, a medida que o produto é
introduzido no mercado. O lucro é inexistente neste estágio porque
as despesas de lançamento são grandes.
Crescimento.
Período de rápida aceitação do mercado e de melhoria substancial
do lucro.
Maturidade.
Período de redução do crescimento de vendas porque o produto foi
aceito pela maioria dos compradores potenciais. O lucro
estabilizou-se ou entra em declínio em função do aumento de
despesas de marketing para defender o produto contra a
concorrência.
Declínio.
Período em que as vendas mostram forte queda e o lucro desaparece.

O desenvolvimento de uma "Marca" tem como objetivo criar a
imagem na mente do cliente (consumidor), do mercado e futuramente a
sua fidelização desde que o produto mantenha a qualidade e preço
justo, razão da importância do acompanhamento contínuo das vendas
e dos "Concorrentes" para promover as atualizações
necessárias visando a manutenção do mercado.
3.7 Providências
A próxima reunião
deverá ocorrer em novembro dia 9 (quarta-feira) na Região Norte do
Paraná, local a definir.
Elisangeles
Baptista de Souza
Engenheira
Agrônoma
DTE/FAEP
|