COMISSÃO TÉCNICA DE
Fruticultura
REUNIÃO
DA COMISSÃO TÉCNICA DE
FRUTICULTURA
1.
INTRODUÇÃO
Realizou-se
em 03 de dezembro de 2004, em Curitiba, na sede da FAEP a
reunião da Comissão Técnica de Fruticultura, com a presença
dos seguintes Membros: Antônio Gembaroski (Araucária), José
Antônio Rezende da Silva (Ribeirão Claro), Paulo Ricardo da
Nova (São José dos Pinhais), Silvio Shigueyuki Nakamura (Congoinhas),
Antônio Rodante (Maringá), Gerson Rodrigues da Cruz (Campo
Mourão) e representante das seguintes entidades: Associação
dos Fruticultores do Paraná (FRUTIPAR), EMATER, CEASA-PR, SEAB/DEFIS,
TECPAR.
2. ASSUNTOS
TRATADOS
2.1
Relato sobre a Campanha "Acerte o Alvo" (Campanha
contra deriva de Agrotóxicos)
Carlos
Alberto Salvador – Chefe do DDSV
O
lançamento da campanha foi realizada em Londrina em 27 de
outubro e está sendo desenvolvida pelos núcleo regional da
SEAB de Londrina e vinculadas em parceria com o Instituto
Ambiental do Paraná (IAP), Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia (CREA) e Associação Norte Paranaense
de Revendedores de Agrotóxicos (Anpara), Sindicato Rural,
Sindicato dos Trabalhadores Rurais, SENAR, Sociedade Rural,
Cooperativas, Associações de Produtores e Universidades.
O
trabalho objetiva eliminar os problemas de perdas em lavouras e
os danos no meio ambiente decorrentes da deriva das
pulverizações de agrotóxicos. Através de uma "Rede de
Prevenção", mediante treinamentos e reciclagem de
profissionais e agricultores em tecnologia de aplicação, além
da distribuição de material informativo sobre o assunto.
As
ações serão desenvolvidas no período crítico (setembro à
março), nos municípios que componentes da região de Londrina.
2.2
Situação da Campanha Paranaense de Rotulagem e Embalagem
Manoel
Lopes de Andrade Júnior - Diretor Técnico da CEASA-PR
A
coordenação da Campanha está a cargo da CEASA-PR; a
divulgação para os produtores está sendo realizada através
da FAEP em parceria com SENAR - PR, Sindicatos Rurais, EMATER,
para atacadistas através dos técnicos da CEASA-PR e varejistas
através da Associação Paranaense de Supermercados (APRAS).
Desde
o lançamento em junho de 2004, foram orientados em torno de
4280 pessoas (quadro abaixo), contemplando produtores,
atacadista e varejistas.
É
importante o esforço e empenho dos representantes de toda a
cadeia produtiva, que envolvendo desde os produtores até os
comerciantes para que se atinja os objetivos de divulgação,
qual seja, a identificação dos produtores paranaenses que
produzem produtos de qualidade e consequentemente os
comerciantes, contribuindo para uma comercialização que atende
as reivindicações do mercado consumidor.
Importante
ressaltar a ação conjunta dos órgãos envolvidos no setor,
fator imprescindível para o sucesso do trabalho.
|
Entidade |
Nº
de Palestras |
Nº
de Participantes |
|
CEASA
– PR |
20 |
1.300 |
|
FAEP |
26 |
1.500 |
|
EMATER |
07 |
515 |
|
APRAS |
15 |
965 |
|
TOTAL |
68 |
4.280 |
2.3
Situação e Perspectivas da Transgenia em Fruticultura
Dra.
Márcia Wulff Schuch - Professora do Departamento de Fitotecnia
Faculdade
de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas
Em
fruticultura, a transformação genética de plantas ainda é
pouco desenvolvida se comparada com espécies anuais como a
soja, o algodão e o milho. Fato este explicado por interesses
econômicos, pois as plantas frutíferas são propagadas
vegetativamente, diferente das culturas anuais onde as sementes
são adquiridas anualmente gerando lucros aos seus detentores.
Experimentalmente,
diversos trabalhos estão sendo desenvolvidos com
transformação de fruteiras em países como Estados Unidos,
Nova Zelândia, Chile, Espanha, Brasil, Argentina, China, Índia
e Cuba. Os objetivos são dotar os frutos de : resistência a
fungos, a bactérias, a vírus, a insetos e o aumento do
período de armazenamento são as mais estudadas. No caso da
banana, é a obtenção de frutas com resistência a fungos,
devido a Sigatoka negra; para macieiras transformadas com genes
de resistência a bactéria e fungo, visando diminuir prejuízos
causados pelo fire blight (fogo bacteriano) e sarna; para as
videiras resistência a doenças fúngicas; para mamão
resistência a vírus. Algumas destas pesquisas já estão sendo
realizadas em instituições de pesquisa, necessitando ainda
percorrer um longo caminho para a utilização comercial deste
material vegetal.
A
biotecnologia dos OGMs representa uma potente ferramenta
auxiliar do melhoramento vegetal, fazendo parte do processo de
evolução da ciência, como tantos outros que até agora
participaram do melhoramento genético. Existe um longo caminho
por percorrer até o consumo de uma fruta transgênica, pois a
experimentação é demorada, deve ser demostrado o
custo/benefício desta cultura, vantagens para o consumidor e
para o meio ambiente é a conveniência na produção integrada
e na produção orgânica de plantas frutíferas.
2.4
Planejamento da Comissão Técnica de Fruticultura
Com
o objetivo de maior envolvimento e interação dos membros da
Comissão Técnica de Fruticultura foram elencadas para 2005,
entre outras ações:
- Realização
quadrimestrais de reuniões conforme a agenda abaixo:
A primeira
reunião deverá ocorrer em março, preferencialmente na
quinta-feira ou sexta-feira no período da manhã. Deverá ser
observada alternância de local, isto é, uma vez em Curitiba
e outra no interior do Estado.
- Assuntos como
sugestão de pauta:
Informações
sobre o Programa Alimento Seguro (PAS) e Programa de Análise
de Resíduos de Agrotóxicos (PARA);
Palestra
Técnica sobre a "Produção de Pequenas Frutas",
Providências a
serem tomadas quando ocorrem danos por deriva (desvio) de
agrotóxicos na produção agrícola.
Elisangeles
Baptista de Souza
Engenheira Agrônoma
DTE/FAEP |