COMISSÃO TÉCNICA DE
Fruticultura
REUNIÃO
DA COMISSÃO TÉCNICA DE
FRUTICULTURA
Data:
17/08/2004
Local: FAEP
Horário: 09:00horas
PAUTA:
Relato e
Providências das reivindicações da última reunião da
Comissão (13/04)
Livaldo
Gemin – Vice - Presidente da Comissão Técnica de Fruticultura
FAEP e Diretor Secretário
- Relato das
Reuniões referente a Defensivos promovida pelo Ministério da
Agricultura Pecuária e Abastecimento e CEAGESP – SP
Marco
Antônio Machado – Presidente da Comissão Técnica de
Fruticultura FAEP
- Situação da
Campanha de Rotulagem na CEASA Minas Gerais
Alexandre
de Castro Silva – Coordenador do Agroqualidade-MG
Andamento sobre a
"Campanha Paranaense de Rotulagem e Embalagem"
Manoel
de Lopes Andrade Júnior – Diretor Técnico da CEASA-PR
Elisangeles
Baptista de Souza – Assessora Técnica DTE/FAEP
- Providências
contra a "Sigatoka negra na Bananeira"
Carlos
Alberto Salvador - Chefe DDSV SEAB
- Apresentação da
FRUTIPAR – Associação dos Fruticultores do Paraná
Paulo Cosmo -
Presidente
RELATÓRIO
DA REUNIÃO
DA COMISSÃO TÉCNICA DE FRUTICULTURA
Membros
da Comissão Técnica de Frutas – presentes:
|
Nome |
Município |
|
Antônio
Gembaroski |
Araucária |
|
Homero
Nanni Rinaldi Neto |
Jaguariaiva |
|
José
Antônio Rezende da Silva |
Ribeirão
Claro |
|
José
Luiz da Fonseca Pereira |
Jaguariaiva |
|
Marco
Antônio Machado |
Cornélio
Procópio |
|
Marco
Arthur Saldanha Rocha |
Marialva |
|
Odair
Alberto Pangracio |
Palmeira |
|
Paulo
Ricardo da Nova |
São
José dos Pinhais |
|
Paulo
Tadeu dos S. Marcondes |
Londrina |
|
Silvio
Shigueyuki Nakamura |
Congoinhas |
|
Tacashi
Ichaikawa |
Jataizinho |
Compareceram
representante das seguintes entidades: Associação dos
Fruticultores do Paraná (FRUTIPAR), Sindicato Rural de Cambé,
EMATER, Cooperativas do Fruticultores de Pinhalão (COFRUNORPI),
CEASA-PR, SEAB/DEFIS.
1.
ASSUNTOS TRATADOS:
1.1
Relato e Providências das reivindicações da última reunião da
Comissão (13/04)
Livaldo
Gemin – Vice-Presidente da Comissão Técnica de Fruticultura FAEP
e Diretor Secretário
Sendo
a questões dos defensivos umas das prioridades estabelecidas para
serem trabalhadas na Comissão de Fruticultura, foram tomadas as
seguintes providências:
1.1.1
A liberação do produto Dormex
Utilizado
para quebra de dormência em frutas de clima temperado e interditado
pela SEAB por incompatibilidade das informações fornecidas
destinadas aos médicos e as encontradas na bula. A FAEP realizou
contato com a empresa fabricante Basf e posteriormente enviou
ofício nº 396 em 28/04/2004 a autoridades solicitando
providências. O resultado obtido foi a expedição de uma ordem de
serviço da Secretaria da Agricultura no dia 05/04/2004 às chefias
dos núcleos regionais, ordenando a liberação dos produtos
interdidatos.
1.1.2
Uso de 2-4 D
Foi
sugerido na última reunião que se iniciasse um trabalho que
contemplasse o direcionamento do uso de 2-4 D em função dos danos
causados às culturas susceptíveis ao herbicida. Entre os itens
contemplados foi trabalhado a questão de treinamento dos
aplicadores de agrotóxico, sendo realizado no município de Cambé
um "Treinamento Piloto" com enfâse em deriva, tendo como
público alvo produtores que fazem uso do produto e possuem sua
propriedade vizinha ou próxima à áreas de produção de frutas.
1.1.3
Liberação de defensivos para utilização em fruticultura
Em
âmbito nacional está sendo realizado trabalho em conjunto com as
entidades ligadas ao setor para simplificar os registros para
pequenas culturas.
1.2
Relato das Reuniões referentes a Defensivos promovidas pelo
Ministério da
Agricultura Pecuária e Abastecimento e CEAGESP – SP
Marco
Antônio Machado – Presidente da Comissão Técnica de
Fruticultura FAEP
Existe
uma conscientização dos problemas enfrentados pelos produtores de
frutas, legumes, verduras e flores, entre elas: falta e carência de
agrotóxicos e produtos de controle biológicos registrados,
produtos antigos e obsoletos com alta toxicidade que demandam de
maior volume e número de aplicações, resultando em maior custo
para produzir.
Atualmente
existem produtos com maior eficiência e baixa toxicidade, mas em
razão dos trâmites exigidos e os altos custos para registro, as
empresas se mostram desinteressadas.
Tais
problemas acarretam dificuldades para exportação pois à partir de
2005 o Mercado Europeu exigirá que os agrotóxicos utilizados nos
produtos produzidos no Brasil sejam registrados no país. Caso não
seja providenciado rápida solução o Brasil perderá mercado,
além de induzir à clandestinidade de muitos produtores e também
tornar impossível a adequação à produção integrada.
Está
sendo elaborada uma proposta para regulamentar o uso de agrotóxicos
em pequenas culturas, o trabalho separa as culturas em grupos e
dentro de cada grupo será escolhida uma cultura representativa onde
as informações sobre o Limite Máximo de Resíduo (LMR) desta
extrapolará para as demais culturas do grupo.
Quando
não houver LMR estabelecido no Brasil de acordo com a legislação
vigente, para cultura representativa do grupo poderá adotar em
caráter temporário LMRs do Codex ou de outros organismos
reconhecidos internacionalmente.
Atualmente
esta proposta foi encaminhada aos 3 ministérios, MAPA, IBAMA e
ANVISA, e aguarda a decisão desta para realização de estudos
confirmatórios de resíduos, o impasse é que a ANVISA só quer
aprovar o registro temporário se as informação sobre LMR forem da
legislação vigente brasileira, não aceitando outras fontes, isto
acarretará um maior tempo para a liberação dos agrotóxicos, já
que será necessário a realização de testes para a verificação
de resíduos.
1.3
Situação da Campanha de Rotulagem na CEASA Minas Gerais
Alexandre
de Castro Silva – Coordenador do Agroqualidade-MG
- A rotulagem só
existe no interior da CEASA-MG, sendo, portanto, não
aproveitada pelo varejo.
- Falta de visão
do benefício da rotulagem pelos produtores rurais.
- Dificuldade de
fixação do rótulo com adesivo colante em caixas novas, com
presença de pó de serra, e em caixas molhadas pela chuva ou
molhadas para reduzir a temperatura (atividade respiratória).
- Uso de carimbo na
ripa da caixa de madeira fica ilegível quando molhada logo em
seguida. Carimbando com antecedência torna-se legível mesmo
quando molhada;
- Inexistência de
ação fiscal pelas instituições: MAPA/DFA, INMETRO/IPEM e
ANVISA/VISA;
- A rotulagem
prejudica o comerciante de origem, intermediários e
atravessadores que, em sua maioria, são lideranças
historicamente reconhecidas;.
- Momentos
diferentes vividos pelas CEASA'S que iniciaram o processo
(CEAGESP E CEASA-RJ). O enfraquecimento de uma prejudica a
ação de outra, e vice-versa.
- DFA-MG esteve por
duas vezes no entreposto de Contagem para ação fiscal junto
às plataformas de supermercados e em alguns comerciantes
atacadistas, tendo um efeito positivo, mas ainda assim foi muito
pouco.
1.4
Andamento sobre a "Campanha Paranaense de Rotulagem e
Embalagem"
Manoel
de Lopes Andrade Júnior – Diretor Técnico da CEASA-PR
Elisangeles
Baptista de Souza – Assessora Técnica DTE/FAEP
A
coordenação da Campanha está a cargo da CEASA-PR, a divulgação
está sendo realizada para os produtores através da FAEP em
conjunto com SENAR, Sindicatos Rurais, EMATER, para atacadistas
através dos técnicos da CEASA-PR e varejistas através da
Associação Paranaense de Supermercados (APRAS).
O
esforço e empenho de representantes de toda a cadeia produtiva, que
envolve desde os produtores até os comerciantes para que a proposta
atinja os objetivos de divulgação dos bons produtores paranaenses
e consequentemente os comerciantes. Também destaca-se a atenção
dada pelo MAPA, IPEM e VISA sobre a importância do assunto para o
setor, além do quê uma ação conjunta e efetiva destes órgãos
é imprescindível para o sucesso do trabalho.
1.5
Providências contra a "Sigatoka negra na Bananeira"
Carlos
Alberto Salvador - Chefe DDSV - SEAB
Adriano Munhoz
Pereira – Engenheiro Agrônomo DDSV - SEAB
A
doença Sigatoka Negra é uma doença causada pelo fungo Mycosphaerella
fiiensis, que ataca as folhas da bananeira. É disseminada
através de esporos produzidos nas folhas doentes da bananeira.
Esses esporos são carregados pelo vento, pela chuva e no transporte
de frutas, mudas e partes de bananeira procedentes de regiões
afetadas. Os esporos são capazes de resistir em superfícies como:
caixas de papelão, caixas de madeira, roupas de operários,
carrocerias de caminhão, pneus, plásticos e outras estruturas.
1.5.1
O estabelecimento da praga implica:
- Mais
pulverizações com fungicidas, 26-52 Norte BR e 12-15 Sul BR,
contra 4-6 atualmente.
- Econômico -
aumento do custo de produção;
- AMBIENTAL – maior
possibilidade de contaminação do solo, água, flora e fauna
(maior pólo produtor do PR em APA);
- Saúde Humana -
mais exposição dos aplicadores, resíduos de agrotóxicos na
fruta;
- Social –
Desemprego, êxodo rural, desabastecimento.
- Entrada de banana
importada no BR: redução de barreiras sanitárias e risco
introdução de novas pragas
1.5.2
Ações desenvolvidas
- Aprovação pela
Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná
a Resolução 82/2004 que regulamenta a entrada de banana no
estado do Paraná. Os frutos oriundos do Acre, Amapá, Amazonas,
Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e São Paulo só poderão
entrar em nosso estado se apresentarem a Permissão de Trânsito
de Vegetais – PTV, que garante que o produto provém de área ou
local de produção livre da praga Sigatoka Negra.
- Exigência de uso
de embalagens descartáveis ou retornáveis, esta tendo que ser
higienizada adequadamente.
- Controlar a entrada
de focos da praga no Paraná através do monitoramento e
certificação fitossanitária, regulamentação, controle e
fiscalização da entrada de mudas, embalagens e frutos,
eliminação de bananeiras e bananais abandonados.
- Orientação aos
produtores sobre os sintomas da doença e procedimentos para
aquisição de mudas, práticas culturais, higienizarão de
equipamentos e controle.
1.6
Apresentação da FRUTIPAR – Associação dos Fruticultores do
Paraná
Paulo
Cosmo - Presidente
Relatou
sobre o trabalho desenvolvido juntamente com o SEBRAE com o objetivo
de fortalecer a fruticultura de clima temperado do Paraná, através
de um planejamento conjunto com entidades ligadas ao setor.
2.
PROVIDÊNCIAS SOLICITADAS
Solicitação
ao Governo do Estado de contratação, capacitação e atualização
de técnicos para atuar nas áreas de assistência técnica e
pesquisa em fruticultura, pois atualmente no Paraná existe uma
carência de técnicos qualificados para orientação dos
produtores.
3.
ASSUNTOS PARA PRÓXIMA REUNIÃO
- Convidar
representantes das Universidades do Paraná, Instituto Agronômico
do Paraná – IAPAR e Iniciativa Privada para relatar sobre as
pesquisas e trabalhos desenvolvidos na área de fruticultura.
- Apresentar o
andamento da "Campanha Paranaense de Rotulagem e
Embalagem."

Reunião da comissão Técnica de
Fruticultura
Elisangeles
Baptista de Souza
Engenheira Agrônoma
DTE/FAEP |