COMISSÃO TÉCNICA DE
Fruticultura

REUNIÃO DA COMISSÃO TÉCNICA DE FRUTICULTURA

Data: 13/04/04
Local: SINDICATO DE LONDRINA
Horário: 14:00 horas

PAUTA:

  • Apresentação e discussão do "Programa de Fruticultura do Governo do Paraná".
  • Planejamento das Ações da Comissão Técnica de Fruticultura para 2004.
  • Discussão e esclarecimentos sobre a aplicação de 2-4 D.

 

RELATÓRIO DA REUNIÃO DA COMISSÃO TÉCNICA DE FRUTICULTURA

1. Assuntos tratados:

1.1- Planejamento das ações da Comissão Técnica de Fruticultura

Iniciando a reunião Livaldo Gemin, vice- presidente da Comissão Técnica, direcionou os trabalhos relembrando as reivindicações solicitadas pela comissão técnica sobre principais necessidades da fruticultura a serem contempladas na formulação de um programa para fruticultura paranaense, apontadas no dia 28/05/02 em reunião da comissão realizada em Ibiporã:

As necessidades apontadas estão elencadas a seguir , pela ordem de importância atribuída:

1. Organização dos produtores (grupos, associações, etc).Produtores desorganizados desestruturam todo o mercado, vendendo produtos sem qualidade a qualquer preço.

2. Comercialização(treinamento, evoluir para estabelecimento de parcerias, contratos).

3. Capacitação (do trabalhador, do produtor e do técnico).

4. Zoneamento para a fruticultura( estabelecimento de política por produto e por região).

5. Disponibilidade de crédito a juros e prazos compatíveis, inclusive para construções de moradia.

6. Assistência Técnica.

7. Pesquisa (difusão dos resultados; trabalhar por demanda dos produtores).

8. Industrialização( pequenas empresas garantindo absorver matéria prima local).

9.Legislação (principalmente no que diz respeito a registro de defensivos; ICMS da maçã).

10. Fomento ( apoio a novos plantios desde que corretamente planejados.

11.Estabelecer sistema de divulgação sistemática de preços e de quantidades disponíveis para comercialização .

12. Trabalhar "conflito de gerações"( desentendimento entre pais e filhos na condução dos empreendimentos).

Foi relatado sobre os avanços das questões acima citadas, principalmente a respeito da organização dos produtores para a comercialização que, apesar das dificuldades ainda existentes, foi confirmado que os grupos que se organizaram tiveram melhores oportunidades na venda do produto, alicerçados pela melhoria da apresentação do produto através da classificação, obtida através de treinamentos do programa Hortiqualidade-PR nos 4 anos de trabalhos.

Para o planejamento da comissão técnica foi decido que será dado prioridade no item legislação, com maior ênfase no que diz respeito a lei de defensivos, realizando o trabalho na seguinte ordem:

Liberação da Interdição do Dormex – BASF

  • Interditado por incompatibilidade das informações fornecidas destinadas aos médicos e as encontradas na bula.
  • Utilizado para quebra de dormência para as culturas da maçã, uva e pêssego e sem produto para substitui-lo pode causar prejuízos na produção dos produtos acima citados que atualmente correspondem à 1/3 da fruticultura paranaense.

Uso de 2-4 D –Foi sugerido que se inicie um trabalho que contemple o direcionamento do uso na seguinte ordem:

a) Treinamento obrigatório do aplicador de defensivos – com emissão de certificado de aprovação.

b) Selo de conformidade do equipamento – certificação de condições de uso do equipamento de aplicação.

c) Aplicação assistida – quando for detectado que a deriva possa atingir lavouras susceptíveis exigir a presença de responsável técnico na aplicação do produto

d) Divisão de responsabilidades: revenda (retenção de receituário agronômico), aplicador (possuir certificado de treinamento de aplicação de defensivos) e responsável técnico (prestar orientações para aplicação)

e) Venda aplicada – revenda se responsabiliza pela aplicação do produto

f) Zoneamento da aplicação de 2-4 D conforme critérios técnicos homologados pela SEAB.

Liberação de defensivos para utilização em fruticultura

  • Atualmente existem poucos produtos registrados para o uso na fruticultura e no Paraná ocorre um agravante onde a Secretaria da Agricultura através do departamento de fiscalização vegetal – Defis - exige que as empresas realizem teste no estado para comprovar a seguridade e eficiência do produto, além dos testes já exigido na esfera federal. As empresas mostram-se desinteressadas pois o custo da pesquisa é alto e o retorno com as vendas não seria tão atrativo.
  • O produtor Nelson Ricieri da Associação Norte Noroeste Paranaense dos Fruticutores – ANFRUT relata que a medida tomada para comercializar um produto mais seguro para o consumidor não tem coerência, pois as frutas dos outros estados onde o uso dos defensivos é liberado são comercializadas livremente no Paraná sem qualquer impedimento.
  • A legislação vigente prejudica não só a competitividade do produto paranaense mas também a inclusão do Paraná na "Produção Integrada de Frutas", em razão de que muitos produtos para uso no PIF, não podem ser utilizados pois não possuem registro no Paraná.
  • Atualmente existem produtos com menor classe toxicológica, menos agressivos ao ambiente e mais eficiente que não possuem registro.

1.2 - Apresentação do Plano de Fruticultura do Estado do Paraná

Palestrante: Eng. Agro. Paulo Fernando de Souza Andrade – DEAGRO

  • Relatou que todas as reivindicações da comissão técnica estão contempladas no plano.
  • trabalho já foi apresentado a diretoria da Secretaria da Agricultura aguardando a liberação de recursos para ser realizado o cronograma das prioridades para execução.

1.3 - Discussão sobre os efeitos das aplicações do herbicida 2-4 D.

Palestrante: Edson Consalter – SEAB – Defis

A divisão das responsabilidades com relação aos defensivos é dividida da seguinte ordem:

SEAB/ DEFIS – Liberação de defensivos e fiscalização do produtor até a aplicação.

IAP - Impacto ambiental

Secretaria da Saúde – Fiscalização com relação aos resíduos de defensivos em produtos.

Foram apresentados os pontos positivos e pontos negativos do Herbicida 2-4 D, abaixo descritos:

Pontos Positivos

Pontos Negativos

  • Custo Baixo
  • Alta eficiência
  • Utilizado por grandes produtores, principalmente no plantio direto e cana de açúcar
  • Fácil volatilidade (alta deriva)
  • Dificuldade na identificação do resíduo
  • Aplicação por pessoas não qualificadas
  • Altamente técnico – é necessário conhecimento da temperatura e velocidade do vento recomendada para aplicação e regulagem do equipamento


Reunião da comissão Técnica de Fruticultura

Elisangeles Baptista de Souza
Engenheira Agrônoma
DTE/FAEP

 
 

FAEP - Federação da Agricultura do Estado do Paraná
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