COMISSÃO TÉCNICA DE
Hortifruticultura

Adepará quer estender a área livre de
Sigatoka Negra a 15 municípios paraenses

Belém/PA - A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) já começou a fazer o cadastramento dos imóveis rurais que possuem plantios de banana e também iniciou a inspeção nos bananais dos 15 municípios que fazem parte da área de proteção à Área Livre de Sigatoka Negra. O objetivo é ampliar a área livre e expandir a produção da fruta no Estado. A afirmação foi feita pelo diretor geral da Adepará, Luiz Pinto de Oliveira, durante reunião realizada no município de Brejo Grande do Araguaia, no domingo (17).

O diretor geral da Adepará e técnicos do órgão percorreram durante três dias (sexta-feira, sábado e domingo) os municípios de Piçarra, São Geraldo do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia e Palestina do Pará, municípios paraenses do sudeste do Estado que receberam o certificado do Ministério da Agricultura para exportar banana por serem considerados área livre de sigatoka negra. A intenção da Adepará é, agora, estender esse certificado aos 15 municípios que compõem a chamada "zona tampão" ou "área de proteção".

Luiz Pinto disse que ainda este ano os técnicos deverão concluir o levantamento feito nos municípios da área de proteção, com o objetivo de certificar que os bananais desses municípios não foram atingidos pela sigatoka negra.

Para o diretor geral, esse trabalho demonstra que no Pará existe uma política pública voltada à defesa agropecuária. "A missão institucional da Adepará é abrir áreas livres", frisou, lembrando que ao abrir o mercado externo para o produtor, o Governo do Estado está proporcionando ao pequeno e médio produtor novas oportunidades de geração de renda."Isso é a municipalização do desenvolvimento, que é um compromisso de campanha do governador Simão Jatene", informou.

Luiz Pinto destacou, ainda, a importância da organização para a modernização da agricultura paraense. "Vocês precisam ter quantidade para ofertar ao mercado e regularidade na entrega do produto, além de qualidade. Com isso, garantem mercado e preço", explicou o diretor da Adepará durante os encontros que manteve com os produtores.

Em todos os municípios, a curiosidade dos agricultures foi grande. Eles mostravam-se interessados em saber mais sobre a praga que ataca os bananais e as formas de evita-la. Os produtores festejaram o fato de agora poderem exportar o produto. Muitos tiveram prejuízos com o fechamento das fronteiras, ocorrido em 2002.

Este é o caso do produtor rural de Brejo Grande do Araguaia, Cícero Alves de Oliveira, 41 anos. Ele disse que vai voltar a cultivar banana em larga escala, já que atualmente cultiva apenas para consumo familiar. "Parei porque não podia vender para fora. O que foi dito aqui é muito útil para a gente. Muita coisa eu não sabia e agora sei", afirmou.

O prefeito de Brejo Grande, José Antonio de Lima Ferreira (PSDB), disse que o incentivo à agricultura é um dos objetivos de sua administração. "Vamos criar uma associação de produtores de banana para que a fruta volte a despontar no município", afirmou, lembrando que 70% da população de Brejo Grande é rural e por conta disso, o município precisa ter uma agricultura mais forte.

O prefeito de Palestina do Pará, Valciney Gomes (PFL), também pretende incentivar a agricultura no município. "Os municípios dessa região são fortemente pecuaristas, mas a agricultura tem grandes possibilidades. Temos terra boa, bom clima, tudo que a agricultura precisa para deslanchar", ressaltou. O prefeito disse que existe a possibilidade de reunir os municípios da região em consórcio para subsidiar o setor agrícola.

Trabalhar em consórcios é a forma encontrada pelos prefeitos da região sudeste para enfrentar as dificuldades. Eles já trabalham juntos na área de saúde e pretendem estender a parceria às áreas de infra-estrutura, serviços e agricultura.

Participaram também dos três dias de visita aos municípios da Área Livre da Sigatoka Negra, a deputada estadual Tetê Santos; o representante da Superintendência Federal de Agricultura, Pedro Paulo Mota; o representante do Basa, Luiz Eduardo Vilas Boas; a gerente de Defesa Vegetal da Adepará, Heloisa Helena Batista de Figueiredo; técnicos das unidades regionais da Adepará e representantes de sindicatos rurais.

Os parceiros da Adepará no trabalho de mapeamento dos municípios da área livre são o Ministério da Agricultura, o Basa, a Embrapa, a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Secretaria Executiva de Agricultura (Sagri), Senar, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Incra, Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) e Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia).

Fonte: www.paginarural.com.br/

 
 

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