COMISSÃO TÉCNICA DE
Fruticultura

Prejuízo na safra de maçã

Até maio serão colhidas maçãs de 32 mil hectares de todo o Brasil. São 2.352 produtores que juntos exportam cerca de 15% da produção. Mas para ter as frutas no mercado os agricultores precisam se dedicar durante um ano inteiro e esperar um inverno com baixas temperaturas.

No ano passado, o frio foi suficiente para uma boa produção de maçã, mas os produtores não esperavam que o clima da primavera fosse tão anormal.

"Foi um ano em que tivemos alguns problemas no início, principalmente com geada tardia, quando houve perda de parte de pomares. Depois, tivemos granizo. Mais recentemente, com a ocorrência de uma seca generalizada, chovendo praticamente a metade do que deveria chover, os frutos pararam de crescer" – explicou José Itamar Bonoti, gerente regional da Epagri.

O resultado é uma safra de 860 mil toneladas de maçãs, treze por cento menor do que a do ano passado. A serra catarinense foi uma das regiões mais afetadas pela inconstância do clima. Os produtores, que esperavam retirar dos pomares 230 mil toneladas, devem colher 50 mil toneladas a menos.

O pomar do produtor Antônio Nassífico, de São Joaquim, foi um dos mais afetados pelo granizo. Ele ainda avalia as perdas, mas calcula que 70% das macieiras foram atingidas. A produção nos seis hectares, que podem chegar a 250 toneladas, deve ser vendida praticamente toda para a indústria por um preço de R$ 0,10 o quilo, sendo que o custo de produção é de R$ 0,28. O produtor ainda está tendo de investir mais na mão-de-obra.

"A mão-de-obra se torna mais cara porque tem de fazer a classificação, tirar a maçã indústria e tirar a maçã boa, que é para armazenamento" – contou Nassífico.

Santa Catarina responde por quase 60% da produção de maçã do país.

Fonte: Globo Rural

 
 

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