Paranaguá | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Exportadores fazem
alerta | |||||||||||||||||||||||||||||||||
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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) veio a público novamente alertar as autoridades de Brasília sobre as perdas que o país terá caso permaneça a determinação da Administração do Porto de Paranaguá de não exportar soja transgênica. Um primeiro alerta foi feito no início do ano, em fevereiro, quando ainda havia vários meses para resolver a questão. Como o governo estadual insiste em obstruir a soja não-convencional, os exportadores decidiram fazer um novo apelo, urgente, para evitar prejuízos iminentes. | ||||||||||||||||||||||||||||||||
A previsão é de uma safra recorde, de 58/60 milhões de toneladas de soja, comparada aos 50 milhões da safra passada. Se essa previsão se efetivar, diz Sérgio Mendes, "teríamos que exportar cerca de 24 a 25 milhões de tons de soja em grão, já que o aumento nas previsões de farelo e óleo são parcimoniosos (Vide quadro I). Portanto, o crescimento no esmagamento será proporcionalmente menor, resultando daí, um adicional de 3 a 4 milhões de grãos para exportar, dependendo da safra". O alerta dos exportadores é de que "para viabilizar um volume de exportação de soja em grão, da ordem de 25 milhões de toneladas, todos os portos tem que funcionar de maneira primorosa, sem interrupções de qualquer ordem, burocrática ou operacional". O foco das atenções é Paranaguá, principal porto graneleiro do país. Paranaguá teria que exportar algo como 8 a 9 milhões de tons de soja em grão, se a mencionada previsão de safra se cumprir. Um aumento de 80% em suas exportações. "Ainda que São Francisco possa absorver 1 milhão de toneladas de soja que, a priori, seriam destinadas a Paranaguá, ainda assim Paranaguá é, de longe, o grande porto responsável pelo fluxo exportador de milho que, em 2006, promete repetir ou superar 2004", diz o documento da ANEC (Vide Quadros II e III). Neste contexto, os exportadores alertam que todo o esforço do governo federal deve estar concentrado em Paranaguá "para que o Brasil não venha perder para a Argentina esse adicional volumétrico de 3 a 4 milhões de tons de soja que, ao preço FOB de hoje, significa algo como 1 bilhão de dólares, em divisas para o país". A ANEC conclui dizendo que a situação preocupa todo agronegócio, especialmente dos produtores rurais, porque qualquer interrupção no fluxo das exportações fatalmente se refletirá nos preços da soja e do milho.
QUADRO 1
* Previsões - Fonte: ANEC
SOJA
EM GRÃO
MILHO
FARELO
ÓLEO DE
SOJA
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Boletim Informativo nº
892, semana de 5 a 11 de dezembro de 2005 | VOLTAR |