Pesquisa mostra perfil das invasões de terra no Paraná


 A resolução dos conflitos

1.    95% dos produtores rurais que tiverem seus imóveis invadidos registraram o fato em Boletim de Ocorrência - BO. 

2.    Após as invasões ocorrem

QUADRO 4. Custos das Reintegrações

 Para desocupar suas terras, os produtores rurais gastam, em média, R$30.000,00, sendo:

- Aproximadamente R$20.000,00 para gastos com despesas de alimentação, aluguéis de caminhões e ônibus e combustíveis.

É o denominado "custo de apoio à PM".

-  R$10.000,00 dizem respeito aos custos processuais.

3.    Na resolução dos conflitos destacam-se

A fim de estabelecer um contraponto a sua retórica da "invasão pacífica", os líderes dos sem-terras generalizam que "os proprietários rurais são violentos, fazendo uso da truculência e das armas para intimidar os sem-terras: (leia-se invasores)".

Nada mais mentiroso ao procurar generalizar fatos pontuais que os números estão a demonstrar:

-  Tão-somente  5% dos produtores rurais não pedem a reintegração de posse, nem registram o BO; em parte desse grupo é que estão inseridos aqueles que resistem a invasão no momento em que ela se dá ou, então, que buscam, posteriormente, retirar os invasores por seus próprios meios;

-  Mesmo tendo suas propriedades esbulhadas, os produtores rurais arcam com os gastos para a retirada dos invasores.

QUADRO 5. Reinvasões ü Em 36% das propriedades reintegradas os sem-terras voltam a invadi-las. ü Em 13% dos casos ocorrem de 2 a 4 reinvasões. ü No conjunto das 546 propriedades rurais invadidas ocorreram cerca de 840 atos de invasão, considerando o total de 294 reinvasões de 1987 a 2007. ü As reinvasões, pela suas intensidades, demonstram que a violência dos sem-terras se dá, também, contra o Judiciário ao desrespeitarem, com expressiva freqüência, as determinações de reintegração de posse.

 Os danos causados pelas invasões

1. 48% dos produtores rurais (pesquisados), promoveram demissões após as invasões.  
     2. Os efeitos após as invasões

QUADRO 6. Desvalorização dos imóveis rurais  
-    Desvalorizaram em até 30% ---------- 47% dos imóveis
-    Desvalorizaram em mais de 30% ----- 23% dos imóveis
-    Não desvalorizaram  -------------------  30% dos imóveis

Gráfico 8 - Tempo de invasão / alocação de recursos  

- A realocação dos recursos se faz, principalmente, pela contratação de arrendamento e mudança de exploração pecuária para agricultura.

Gráfico 9 - Tempo de invasão / variação da produção

O governo do estado. quando questionado sobre a morosidade no cumprimento das reintegrações de posse, por meio da Secretaria de Segurança Pública destaca que "vem obtendo êxito no diálogo pela redução da violência no campo, principalmente a solução pacífica para os litígios".
 
A pergunta que fica é: redução da violência e solução pacífica para quem?
 
Os números demonstram:
- Para proceder as reintegrações o governo do estado leva, em média, 130 dias contados da concessão da liminar (gráfico 7).
- Após 120 dias de invasão, os danos nas propriedades são significativos, conforme demonstram os gráficos 8 e 9.
- Ao serem retirados das propriedades, e causarem danos a elas, os invasores não são responsabilizados por nenhum de seus atos.
 
Se há "redução da violência" e "solução pacífica", estas são em beneficio do governo estadual e dos invasores.

QUADRO 7. Danos Ambientais
 
-    Em 37% dos imóveis rurais invadidos ocorreram destruições ambientais por meio de desmatamentos, queimadas e poluição de mananciais.

Tal número tem expressividade quando se rememoram os fatos ocorridos por ocasião das invasões, e posterior criação de assentamentos, nas áreas rurais da empresa Araupel, município de Rio Bonito do Iguaçu: 

 
- Foram dizimados 12.427 hectares de mata atlântica com predominância da araucária, no período de 1996 a 2005.
 

- O crime ambiental levado a efeito pelos sem-terras invasores representa a destruição de 37% da mata nativa original existente na área.
 
-  Os danos ocasionados, e denunciados, sobre a fauna regional são incalculáveis.


Boletim Informativo nº 1001, semana de 21 a 27 de abril de 2008
FAEP - Federação da Agricultura do Estado do Paraná
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